•  
     

Sinuca, paz e Riquelme de chinelo: a concentração do Boca Juniors

Apenas dois quilômetros separam as concentrações de Corinthians e Boca Juniors em Buenos Aires. Mas as diferenças são bem maiores que a distância. Enquanto os jogadores da equipe brasileira mal podem sair do quarto, sob o risco de enfrentarem um batalhão de jornalistas e torcedores que fazem plantão no saguão à espera de qualquer contato com os finalistas, os argentinos desfilam calma e livremente pelo local escolhido para descansarem.
O GLOBOESPORTE.COM foi à concentração do Boca, pouco antes de os atletas chegarem do último treino, fechado para a imprensa, na véspera da decisão. Quando o ônibus parou na porta do Hotel Madero, apenas dez torcedores (sete mulheres) esperavam em silêncio. O rapaz que segurava uma camisa do time e uma caneta nas mãos até desistiu de pedir autógrafos. Já uma bela morena fez questão de pedir fotos com quase todos. Os mais famosos e mais queridinhos do público feminino. Só Riquelme não tirou.
A descontração tomou conta desde o momento em que o meia Erviti segurou a porta giratória para impedir a entrada do zagueiro Schiavi. No saguão, absolutamente ninguém ousou incomodar o rápido trajeto até os elevadores. Por último, o técnico Julio César Falcioni entrou e se encontrou com um casal. A mulher está grávida. Logo o comandante do Boca chamou um integrante da comissão e pediu que arrumasse um par de ingressos para os dois.


Fonte:http://www.globo.com/