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'Sim, vendi Ibrahimovic e Thiago Silva ao PSG', teria dito Silvio Berlusconi

'Gazzetta' publica que dono do Milan anunciou transferência de zagueiro e atacante para clube francês. Empresário do brasileiro diz não saber de nada

O zagueiro brasileiro Thiago Silva e o atacante sueco Zlatan Ibrahimovic serão do Paris Saint-Germain. A informação foi publicada na tarde desta quinta-feira pela imprensa italiana com declaração do dono do Milan, Silvio Berlusconi, confirmando a transferência.
- Sim, vendi Zlatan Ibrahimovic e Thiago Silva para o PSG. Economizaremos € 150 milhões (R$ 373 milhões) em dois anos - teria dito o ex-primeiro-ministro da Itália, segundo o jornal "Gazzetta dello Sport".
A imprensa já vinha dando como certa a transferência dos dois jogadores, já que o Milan se livraria do pagamento de dois dos maiores salários do elenco. Enquanto Ibrahimovic ganharia € 24 milhões (cerca de R$ 60 milhões) até o fim de seu contrato (junho de 2013), Thiago Silva teria mais € 30 milhões (cerca de R$ 74 milhões) a ganhar até a metade de 2017 - data até onde estendeu seu vínculo há duas semanas. Segundo a "Gazzetta", a oferta do PSG pelos dois jogadores foi de € 65 milhões (R$ 161milhões).

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Empresário do zagueiro diz não saber de nada
Os sites oficiais de Milan e Paris Saint-Germain ainda não confirmam as transferências de Thiago e Ibra. De acordo com a "Gazzetta", o "Corriere dello Sport" e o canal "Sky", a declaração de Berlusconi foi dada em uma reunião no Palazzo Grazioli, sua residência em Roma.
No Brasil, a assessoria de imprensa de Thiago Silva também não confirma a negociação. O empresário do zagueiro, Paulo Tonieto, está no Brasil e afirmou ao GLOBOESPORTE.COM que "não sabe de nada". No caso de Ibra, a imprensa italiana revelou que seu agente, Mino Raiola, esteve em Paris nesta quinta em uma reunião de três horas e meia com o ex-lateral brasileiro Leonardo, atual diretor esportivo do PSG.

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Em junho deste ano, o Milan recusou uma proposta do clube francês por Thiago Silva após inúmeros pedidos da torcida para que o brasileiro continuasse na Itália. O próprio Berlusconi foi a público garantir a permanência do ex-jogador do Fluminense. Poucos dias depois, a diretoria anunciou a renovação de contrato de Thiago até 2017, transformando-o no zagueiro com maior salário da história do futebol italiano.
- O meu pensamento nunca foi de sair do Milan. O meu pensamento era fazer história como o Maldini e o Baresi fizeram no passado. Sou comparado com esses ídolos agora e espero manter o meu ritmo para fazer uma temporada de grande força. O grupo renovou pouco e espero que estejamos bem mais entrosados do que no ano que passou – disse Thiago na semana passada em coletiva no Rio de Janeiro.
Capitão da seleção brasileira, o zagueiro está concentrado com o time de Mano Menezes no Rio para a disputa das Olimpíadas. A equipe treina no Brasil até a próxima segunda, quando viajará para Londres. A estreia nos Jogos será dia 26 contra o Egito.
Com dinheiro árabe, Leonardo e Ancelotti tentam fazer 'novo Milan'
Em julho de 2011, o grupo Qatar Sports Investiments investiu € 50 milhões (R$ 124 milhões) para ter 70% das ações do PSG. O QSI é presidida por Nasser Al-Khelaifi, também responsável pelo canal de televisão Al Jazeera. O dinheiro do Qatar colocou o clube francês em condições de grandes contratações. No ano passado, o clube pagou quase R$ 100 milhões pelo meia argentino Javier Pastore ao Palermo, da Itália, na maior negociação da história do futebol francês.
Além de Leonardo, o clube conta com outro ex-profissional do Milan para tentar a glória: o técnico Carlo Ancelotti. Mas a primeira temporada foi frustrante, já que o PSG perdeu o título francês de 2011/2012 para o modesto Montpellier.
O elenco de Ancelotti conta atualmente com quatro brasileiros: o zagueiro Alex (ex-Santos e Chelsea), o lateral-esquerdo Maxwell (ex-Barcelona), o volante Thiago Motta (naturalizado italiano) e o meia-atacante Nenê (ex-Palmeiras e Santos). Há ainda o zagueiro uruguaio Diego Lugano, ex-São Paulo, e o atacante argentino Ezequiel Lavezzi, recentemente contratado junto ao Napoli.

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