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Seminário em São Paulo discute futuro da fibra ótica no Brasil

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A Agência Nacional de Comércio Exterior e Investimento da Coreia do Sul (KOTRA) promoveu hoje (29/10) em São Paulo o Seminário de Tecnologia em Fibra Ótica da Coreia do Sul. O evento contou com a presença de representantes de fabricantes de componentes para fibra ótica.

A tecnologia, que é uma das mais eficientes para a transmissão de dados, foi discutida entre brasileiros e coreanos. De acordo com Ronaldo Couto, engenheiro de telecomunicações pelo Instituto Nacional de Telecomunicações e consultor em redes óticas, a Coreia é atualmente o país com maior penetração da FTTH (Fiber to the Home, ou "Fibra para o Lar") do mundo, enquanto o Brasil, com baixíssimo uso de fibra ótica, está longe de aparecer nessa lista.

Na Coreia, a previsão é de que 20 milhões de novos domicílios recebam conexão de banda larga até 2016, o que demanda a instalação de 6 milhões de quilômetros de fibra ótica por ano.

Aqui no Brasil, o governo não tem medido esforços para que a fibra ótica fique cada vez mais comum. “Não é feito qualquer projeto governamental atualmente sem a previsão de uso de fibra ótica”, declarou o engenheiro.

No entanto, não é apenas pelo governo que a popularização cresce. Segundo Couto, os maiores investidores da tecnologia na país atualmente são as operadoras de TV a cabo, as empresas de telecomunicação, as concessionárias de energia e os provedores regionais.

Estes últimos, por sua vez, são responsáveis por levar a fibra ótica a locais de difícil acesso, em regiões em que as grandes empresas não costumam chegar. Segundo Marcelo Corradini, Conselheiro da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), atualmente os provedores regionais são responsáveis por 25% da compra de fibra ótica no país.

A expectativa é que essas empresas invistam mais de R$ 100 bilhões nos próximos anos, aumentando mais ainda a cobertura de banda larga em locais ainda inacessíveis e regiões carentes.

Porém, essas empresas ainda encontram enormes desafios, como o alto custo para a entrega dos serviços. Corradini esclarece que para as empresas menores os valores são elevadíssimos, o que aumenta o preço para o consumidor. “Grandes empresas alugam postes a R$ 0,50 cada um, enquanto os provedores regionais não conseguem preços menores do que R$ 12 por poste”, complementa.

A evolução coreana
Enquanto isso, na Coreia do Sul, as previsões são de que a tecnologia por fibra ótica continue crescendo. Embora uma leve diminuição tenha sido registrada em 2011, o crescimento da venda de componentes voltou a aumentar no último ano.

Segundo Daniel Seo, Diretor de Engenharia e Marketing da CNT, até 2020 qualquer coreano será capaz de baixar arquivos maiores que 1 GB em questão de segundos. Para Ronaldo Couto, a parceria entre as empresas coreanas é fundamental. “Será que os coreanos são capazes de nos ajudar [na popularização da fibra ótica]? Eu não tenho dúvidas que sim”, completa.




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