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Review: Wii U aposta em segunda tela e rede social para a nova geração

O Nintendo Wii U é o mais recente console da tradicional empresa japonesa. Lançado oficialmente no Brasil no dia 26 de novembro, o console aposta em um controle com tela de toque, rede social própria e na capacidade de exibir gráficos em alta definição para seguir a trajetória de sucesso de seu antecessor. Leia o review completa do console:

Confira o Review do Nintendo Wii U

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Tirando da caixa

O Wii U não é exatamente um lançamento, já que chegou às lojas dos principais países no final de 2012. O console veio em duas versões – uma branca, com 8GB de armazenamento, e outra preta, com 32GB, o jogo NIntendo Land e uma base carregadora para o controle.

Acomodados na caixa de tamanho discreto, estão o console, o controle em formato de tablet, a fonte externa, um cabo HDMI, um carregador para o controle, manuais e folhetos de garantia, e duas bases de apoio, sendo uma delas preparada para receber o carregador.

Irmão mais novo

Logo de cara, a impressão é que o Wii U é uma versão fina mais arredondada de seu antecessor. O console mantém praticamente as mesmas proporções do Wii, assim com o posicionamento de botões, drive de discos e portas SD e USB.

O chamativo apoio prateado foi substituído por duas pequenas peças de plástico, que podem ser encaixadas na parte inferior do console, sustentando o posicionamento vertical. Os apoios podem ser facilmente removidos, para que seja possível manter o aparelho deitado.

Tanto na versão branca quanto na preta, o Wii U conta com uma pintura brilhante, que apesar de bonita, retém muita poeira e marcas de digitais. A parte traseira guarda a saída HDMI e cabo AV, de energia, a porta para o sensor de movimentos, portas USB e uma pequena saída de ar.

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Interface estilo 3DS

Após uma longa e costumeiramente problemática atualização, o usuário terá acesso à todas as funções da versão mais atual do console. O visual da interface remete ao visto no Nintendo 3DS, onde os jogos, apps e configurações estão espalhados em forma de pequenos ícones.

Como padrão, todo o conteúdo é exibido na tela de toque do controle, enquanto a TV mostra as últimas atualizações do Miiverse, assim como Miis do console e de amigos online. É possível inverter a visualização com um simples comando.

A navegação pode ser feita tanto com toques na tela quanto com os próprios botões do controle, e é bastante intuitiva. O problema é que mesmo depois de atualizações, os menus são um tanto lentos. Tarefas simples como acessar a lista de amigos ou as configurações fazem o usuário aguardar em incômodas telas de loading, que parecem durar uma eternidade.

O Wii U ainda permite uma série de ações multitarefa, como acessar o navegador de internet ou o Miiverse enquanto joga ou usa um aplicativo. Apesar de um pouco lenta, a função é interessante e poupa tempo.

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Tablet ou controle?

A grande novidade do Wii U é o seu gamepad, um controle em formato de tablet equipado com uma tela de toque de 6,2 polegadas. Além da navegação em menus, o novo controle funciona como segunda tela para os jogos, permitindo a exibição de mapas, menus ou até do próprio game.

No gamepad também é possível jogar os games sem o uso da TV, acompanhando toda a ação pela grande tela, com direito a audio via speakers ou fones de ouvido. A função não é suportada em todos os jogos, mas se mostra bastante interessante, permitindo que o usuário leve o controle pela casa sem se preocupar com fios.

Apesar de grandalhão, o controle tem uma boa pegada e botões confortáveis, posicionados nas extremidades. O dispositivo é bastante leve e não fica muito longe da ergonomia de controles mais tradicionais, como os dos concorrentes PS4 e Xbox One.

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O novo gamepad não está livre de problemas, começando pela alimentação do controle. Equipado com uma bateria interna, a duração de uma recarga é vergonhosamente curta, podendo não passar de três horas dependendo do uso. Assim, é praticamente necessário jogar com o aparelho conectado à tomada, para evitar sustos durante o uso.

A tela, apesar de grande e bem posicionada, deixa a desejar na qualidade. Para diminuir o preço final do console, a Nintendo optou por uma tela resistiva, daquelas vistas em celulares e smartphones mais antigos, nos quais é necessário usar as unhas ou uma caneta stylus.

Para piorar, a tela só suporta toques únicos, já que não conta com um sistema multitouch. A falta do recurso não chega a atrapalhar na jogatina, mas dificulta algumas outras tarefas básicas de navegação.

Como consolo, as imagens exibidas pela tela têm cores bonitas e vibrantes. A resolução de 854×480 não é lá grande coisa, mas cumpre bem o papel de transmitir os jogos para o controle com qualidade.

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O Miiverse

Outra das novidades principais do Wii U foi a implementação do Miiverse, uma rede social exclusiva da Nintendo, que acaba de chegar também ao 3DS. Nela é possível acessar comunidades dedicadas aos jogos e bater papo com usuários de todo o mundo.

Além de escrever e responder postagens, é possível enviar desenhos e screenshots dos games, que podem ser curtidos e recomendados por outros usuários. A rede rapidamente se tornou o lugar ideal para tirar dúvidas rápidas sobre games e até sugestões de novos jogos.

Ainda é possível manter contato com a rede social usando o computador ou mesmo celulares e tablets. Isso é possível graças à versão para web liberada pela Nintendo.

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As entranhas do Wii U

Tendo chegado ao mercado exatamente um ano antes dos concorrentes Xbox One e Playstation 4, o Nintendo Wii U apresenta uma evidente defasagem no quesito hardware, especialmente quando comparado com os novos consoles de Sony e Microsoft.

O console vem equipado com um processador IBM Tri-Core de 1,2Ghz e 2GB de RAM, sendo metade dedicada exclusivamente ao sistema operacional do videogame. O aparelho é absolutamente silencioso e surpreendentemente bem resfriado, não ficando sequer morno depois de algumas boas horas de uso.

O drive lê apenas a mídia própria criada para o console, que tem basicamente o mesmo espaço de armazenamento de um blu-ray e a velocidade de leitura um pouco superior. Os jogos em mídia dispensam qualquer tipo de instalação, rodando diretamente do disco.

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Na prática, a comparação com os concorrentes ainda é difícil, já que os consoles compartilham poucos jogos em comum. Nos títulos lançados também para os antigos Xbox 360 e Playstation 3, é fácil notar a superioridade do Wii U, apesar de algumas versões problemáticas, como a de Batman: Arkham City.

Os já citados problemas com a velocidade de menus são preocupantes, já que metade da memória total do console é dedicada ao sistema, que parece encontrar dificuldades em carregar simples menus de configurações.

Nos jogos exclusivos da Nintendo, o console parece ter o seu potencial aproveitado de melhor forma. Travamentos, quedas de framerate e simples serrilhados são incrívelmente raros nos títulos, que chamam a atenção pelo ótimo acabamento.

Os exclusivos

Uma das características da Nintendo é o tratamento especial com as suas franquias, que ocupam praticamente todos os pontos de protagonismo entre os lançamentos. Com o Wii U não é diferente.

Desde o primeiro dia de lançamento do console, jogos como New Super Mario Bros. U e ZombiU figuram como os principais títulos para a plataforma, que pouco mais de um ano depois de seu lançamento oficial, pouco tem recebido jogos de outras grandes desenvolvedoras.

O cardápio de jogos se fortaleceu durante o ano com games como Monster Hunter 3 Ultimate, The Wonderfull 101, Pikmin 3 e o ótimo Super Mario 3D World, além de títulos menos relevantes como Game & Wario.
Para o início do ano que vem estão prometidos hits do calibre de Donkey Kong Country: Tropical Freeze, Smash Bros. e Mario Kart 8, que devem atrair ainda mais usuários para a plataforma.

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A Nintendo Network

A Nintendo Network é o primeiro passo da empresa japonesa em direção ao formato de plataformas digitais, popularizado na geração passada com Xbox Live, PSN e o estabelecimento de Steam e Origin.
A rede ainda engatinha, especialmente quando comparada com as rivais, mas é papel importante na evolução dos consoles da Nintendo.

Pela primeira vez, é possível adicionar amigos usando um simples nome de usuário, ao invés das enormes listas de dígitos, os Friend Codes. O uso da rede tanto para navegação quanto partidas online, é gratuito, seguindo caminhos diferentes dos adotados pela concorrência.

O eShop, loja online da Nintendo, oferece os últimos títulos para compra digital. Ausente no Brasil, a loja disponibiliza jogos a preços mais baixos do que o praticado para cópias físicas, tornando-se uma opção bastante interessante.

O problema é que jogos comprados digitalmente não são atribuídos a uma conta, e sim ao console. Assim, um simples defeito no Wii U pode acabar com uma coleção de games comprados no eShop.

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Multimídia limitada

O Wii U também se aventura pelas bandas de aplicativos de streaming de vídeo, como o popular Netflix. A experiência é basicamente a mesma vista em outros consoles, com a inclusão do fato de se poder assistir ao conteúdo diretamente do gamepad, longe de uma televisão.

O console não reproduz cds, dvds ou blu-rays, o que limita o seu uso como uma central de mídia da sala. Opções de apps não passam muito do básico Youtube, que de quebra, não funciona de forma ideal.

A prometida interação com a TV não é compatível com as operadoras brasileiras, eliminando qualquer possibilidade superior à troca de canais usando o controle remoto universal embutido no gamepad.

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Apps e funções

A lista de aplicativos disponível para download no Wii U é bastante limitada. As opções se resumem a Netflix, Youtube e Google Maps.

O console conta com um navegador de internet próprio bastante simular ao do 3DS. O programa tem uma interface simplificada e funciona decentemente, especialmente depois de algumas atualizações.

A ausência do multitouch na tela do gamepad dificulta um pouco a navegação, mas nada que arruine a experiência. Com o auxílio da stylus presente na parte de trás do controle, é possível navegar sem maiores problemas.

Conclusão

O Nintendo Wii U é uma boa aposta da experiente empresa japonesa para o mercado de jogos. Inovador em alguns aspectos e antiquado em outros diversos, o console enfrentará uma dura batalha contra a concorrência durante essa geração. Exclusivos de qualidade, mais jogos de grandes empresas e algumas melhorias no sistema podem transformá-lo em um concorrente fortíssimo.

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Material de : Connect Games Brasil