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Review: Batman Arkham Origins Blackgate traz ótima versão portátil do jogo

Batman: Arkham Origins é o novo jogo do Homem-Morcego nos consoles, mas 3DS e PS Vita recebem sua própria versão, com Batman: Arkham Origins Blackgate, uma história que se passa após os eventos do jogo original. Esta versão é bem diferente da outra, mas tem qualidade e personalidade. Confira nossa análise da edição para 3DS:

Confira também o Review do jogo Batman: Arkham Origins.

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O primeiro encontro

Arkham Origins Blackgate se passa alguns meses após o fim de Arkham Origins, mas não se preocupe, pois não há “spoilers” que estragam a surpresa do game original. Aqui a história também mostra um herói no início de carreira, mas ainda assim um pouquinho mais experiente do que no jogo de consoles.

Tudo começa quando Batman persegue a Mulher-Gato pelos prédios de Gotham City. Sim, o game mostra o primeiro encontro entre a dupla, que mais tarde viria a se tornar um casal que nem sempre deu certo, mas que sempre tem seus “amassos”. Os dois acabam se trombando em Blackgate, prisão de segurança máxima, que por um acaso está em pleno caos.

Acontece que em Blackgate uma rebelião foi instaurada e muitos dos criminosos lá detidos estão à solta, fazendo reféns, criando caos, marcando território – mais ou menos o que ocorre em Batman: Arkham Asylum. Claro que cabe a Batman, com a ajuda da improvável parceira Mulher-Gato, se arriscar para restaurar a ordem.

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Apesar de ainda não ser um pleno aliado da polícia, o Homem-Morcego também conta com a ajuda de James Gordon, que ainda não é comissário nesta época. Toda a história é centrada nestas três figuras, sem que a narrativa se perca ou se distancie muito.

Batman em 2,5D

Apesar de ter gráficos em 3D, Arkham Origins Blackgate tem jogabilidade 2D, o que nos leva à famigerada classificação de 2,5D, com direito a bons momentos e cenas inesperadas. A progressão das fases, no geral, é lateral, lembrando games antigos do herói, como aqueles lançados no Super Nintendo, mas com o charme de ter um visual atual.

Apesar desta progressão diferente, tudo ocorre da mesma forma que nos jogos de console, com direito a lutas baseadas em combos, com combinação de botões e itens destrancáveis. Quem já jogou os outros “Arkham”, mesmo sem ter jogado o Origins, vai se sentir em casa em muitos momentos.

Os ambientes também lembram bastante os outros games da série, com direito ao clima sombrio e locais assustadores, que combinam com uma prisão em plena rebelião. Batman está bem representado e em plena atuação em seu “habitat natural”, onde criminosos estão à solta e precisam que a justiça seja feita.

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Porém, apesar de tudo funcionar muito bem na maioria dos casos, essa jogabilidade “2,5D” pode confundir em alguns momentos. Em ambientes mais vastos os controles ficam um pouco confusos e o jogador pode ficar perdido. Nada que atrapalhe a experiência como um todo, mas é algo que poderia ter sido melhor pensado.

A jogabilidade lembra os títulos da saga Metroid e Castlevania, onde é preciso avançar pelos mapas e depois retornar, sempre buscando novos itens para destravar outras passagens. Ir e voltar vai ser uma frequente para quem se aventurar neste jogo, o que não é algo ruim, já que isso aumenta, e muito, a exploração.

O game usa e abusa da tela sensível ao toque presente no aparelho, com funções como modo detetive e exploração de equipamentos. O mapa fica exibido a todo o momento na tela inferior do 3DS, uma mão na roda para você não se perder, ainda que a navegação seja um pouquinho confusa desta forma.

Uma verdadeira história em quadrinhos

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A saga em Arkham Origins Blackgate é toda contada em forma de “quadrinhos animados”. As cenas não-interativas lembram, e muito, os quadrinhos originais do personagem, apenas com uma leve animação em alguns momentos.

Apesar de parecer uma “solução preguiçosa”, este tipo de animação combina com um jogo portátil, que pede por esta abordagem mais simplista e direta. Por isso mesmo as cenas de história são sempre curtas, apesar de divertidas. Infelizmente elas não contam com dublagem ou legendas em português, como na versão para consoles.
Não que seja algo muito difícil de entender ou complicado – afinal estamos falando basicamente de Batman contra um grupo de vilões, mas ainda assim a localização é uma ideia para abranger um público maior.

Mas não se preocupe, pois no geral o desenrolar da história pouco vai importar na verdade. No fundo, ela é bem básica e sem muitas surpresas, servindo apenas como pano de fundo para Batman mostrar suas habilidades e perseguir os inimigos. Prefira ficar com as histórias das edições dos consoles, já que não é um ponto tão alto nesta versão.

Gráficos nem tão “quadrinhos” assim

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Apesar de todo o capricho na jogabilidade e em outros pontos, os gráficos da versão 3DS de Arkham Origins Blackgate decepcionam um pouco. O Batman chega a ter seu uniforme deformado quando a câmera se aproxima um pouquinho. Os inimigos comuns, então, ficam piores ainda, praticamente irreconhecíveis.

No geral, a parte gráfica decepciona e a versão PS Vita não é tão diferente assim. No 3DS comum o game é praticamente injogável, com o Batman bem pequeno, praticamente invisível. Recomenda-se jogar no 3DS XL, com tela maior, mas aí passa a ser um defeito do design do jogo, que deve pensar em todos os modelos do portátil antes de produzir a versão.

Conclusão

Batman: Arkham Origins Blackgate é um bom game, mas que tem seus defeitos. Além de controles de direção um pouquinho confusos, os gráficos decepcionam. Apesar disso, sua jogabilidade faz justiça aos jogos da série Arkham e são muito fieis ao que os jogadores viram nos consoles. Ainda que muitos possam torcer o nariz, esta não é uma versão “caça-níqueis” da saga.

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Material de : Connect Games Brasil