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Réplicas das camisas do time de Felipão são expostas até hoje

Uma viagem no tempo, direto para 30 de junho de 2002. Todos os detalhes do vestiário da Seleção na vitória de 2 a 0 sobre a Alemanha, pela final da Copa do Mundo há exatos 10 anos, foram preservados pelos japoneses no Estádio Internacional de Yokohama. O local usado por Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho & cia. está eternizado e é o mais fotografado no tour para visitantes no palco do penta.
A entrada para a visita custa 500 iênes, cerca de R$ 13. Como brinde, o turista ganha logo um pedaço do gramado do campo. A lembrança da Seleção aparece já no ingresso: uma foto de Cafu com a taça na mão. Para os brasileiros que moram no Japão, o passeio tem o valor da própria conquista do Mundial.
- O tour é fora do normal, muito bom. Conhecemos todas as instalações do estádio, como uma viagem no tempo! Nós, que moramos longe da nossa terra, sentimos muita falta do calor do nosso povo e das cores do nosso país. Quando entrei naquele vestiário que a Seleção utilizou e vi a bandeira do Brasil pendurada, ao lado das camisas, tudo com um cuidado tão especial e respeito, foi de arrepiar! - contou o carioca André Okasaki, que mora há 20 anos no Japão e levou a família para conhecer o estádio de Yokohama.
Os uniformes nos armários não são os originais, vestidos pelos jogadores de Luiz Felipe Scolari na final contra a Alemanha. A direção do estádio comprou réplicas das camisas, com os nomes e números iguais aos da Copa, e as colocou na mesma ordem que os atletas sentaram. A 9 de Ronaldo está entre Ricardinho (7) e Vampeta (18), por exemplo. Cada armário tem o autógrafo do campeão homenageado. Até mesmo o quadro negro com anotações de Felipão (com uma curiosa conta prevendo a Seleção campeã) e dos atletas foi preservado (veja no vídeo abaixo).As referências ao último título mundial do Brasil não estão só no vestiário. Logo na entrada do estádio, há um monumento com as escalações das duas seleções da decisão, a ficha da partida e placas com os moldes da mão do goleiro alemão Oliver Kahn e de Cafu, capitão do time canarinho.
O torcedor pode ainda ter seu dia de Ronaldo e desafiar Kahn. Na sala de aquecimento do vestiário, o contorno do goleiro foi desenhado na parede, dentro da trave, reproduzindo o chute do Fenômeno no segundo gol do Brasil.
Nas arquibancadas, há a indicação das celebridades que sentaram na área vip, como Pelé e Beckenbauer. Em uma grande sala com objetos históricos, como um museu, a direção do estádio se orgulha de itens como bolas e camisas assinadas por brasileiros e alemães, além do árbitro italiano Pierluigi Collina. Até mesmo a mesa que serviu de pódio para Cafu está lá.
- Eu cheguei a pagar mil dólares nos cambistas para ver a final em 2002. Hoje, pensando bem, até pagaria mais para reviver aquele momento - lembrou André, que estava na decisão em Yokohama há dez anos, na arquibancada, e agora conheceu por dentro o palco do penta.