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Professores do RJ decidem encerrar greve em assembleia tumultuada

Professores do RJ decidem encerrar greve em assembleia tumultuada
Paralisação começou em 8 de agosto; rede municipal decide nesta sexta.
Profissionais da educação decidiram, no entanto, ficar em estado de greve.



pós uma discussão acirrada e com alguns momentos de tensão, profissionais da educação do Rio de Janeiro decidiram, às 18h20 desta quinta-feira (24), encerrar a greve iniciada em 8 de agosto, afetando cerca de 45 mil alunos. A assembleia foi realizada no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte, com cerca de mil pessoas presentes, segundo o Sindicato dos Profissionais de Educação (Sepe), e marcada por intensa discussão entre os que queriam a permanência da paralisação e os que preferiam aceitar o acordo com o governo.
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professores da rede estadual decidem pelo fim da greve em assembleia no Rio (Foto: Káthia Melo/G1)
Momento da votação (Foto: Káthia Mello/G1)
Após a decisão, a categoria fez nova votação em que foi decidida pelo estado de greve, para que haja uma nova paralisação caso o governo não cumpra o que foi acordado na reunião de terça (22), no Superior Tribunal Federal (STF), em Brasília. Na assembleia ficou decidido que haverá uma nova assembleia geral, no dia 9 de novembro. Durante o período, os professores vão avaliar se foram cumpridos os acordos feitos com o governo.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação, a reposição será feita após o horário normal e aos sábados, e aos domingos também, se necessário. O calendário será feito pelas escolas, com supervisão da secretaria. Pelo acordo, as aulas devem ser retomadas já na sexta-feira (25), e devem ir pelo menos até janeiro do ano que vem.
Em nota, o secretário Wilson Risolia, em nome do Governo, agradeceu aos professores pela decisão e aos docentes que continuaram nas suas atividades. "Vamos trabalhar muito para que os estudantes tenham as aulas repostas", disse Risolia.
Clima tenso
Houve vários momentos de tensão na assembleia, como logo após a divulgação do resultado. Um grupo contrário ao fim da greve se aproximou da mesa e atrapalhou a continuidade da sessão, que ainda votaria a questão da reposição das aulas. Até as 18h30, a assembleia seguia paralisada.
Mais cedo, outro confusão teve início quando um grupo estendeu uma faixa criticando o sindicato, e outra a retirou, minutos depois. Houve bate-boca e correria, até que a faixa foi recolocada. Dez representantes de cada grupo discursaram. Entre os contra a volta ao trabalho, esteve a ativista Elisa Quadros, conhecida como 'Sininho', que foi presa no dia 14 durante protestos no Centro, e liberada neste sábado (19).
A jovem fez um discurso emocionado, chorou, e pediu pela continuidade da paralisação. Sininho, que não trabalha na rede pública de ensino, é produtora de cinema e ficou conhecida pela militância nos protestos no Rio, como na ocupação da Câmara Municipal.
Faixa que critica direção do Sepe foi motivo de confusão na assembleia dos professores (Foto: Káthia Mello / G1)
Faixa que critica direção do Sepe foi motivo de
confusão na assembleia dos professores (Foto:
Káthia Mello / G1)
Acordo em Brasília
O encontro acontece depois de uma reunião entre professores e autoridades, dentre elas o ministro do STF, Luiz Fux, que anunciou um acordo para o fim da greve. Estiveram presentes também o secretário da Casa Civil do Governo do Rio de Janeiro, Regis Fichtner, e o secretário da Casa Civil da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho Teixeira. Nesta sexta, professores da rede municipal também vão se reunir para discutir a paralisação, no mesmo local.
O acordo impõe a reposição de aulas para que não haja corte do ponto nos salários dos professores faltosos. "A conciliação foi positiva. Os professores se comprometeram a realizar a assembleia para encerrar a greve e, em contrapartida, não haverá corte de ponto nos salários tanto na rede estadual quando na municipal. O processo no STF está extinto", disse Fux na ocasião.



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