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Primeira sessão da CPI dos Ônibus tem confusão e briga no plenário

Primeira sessão da CPI dos Ônibus tem confusão e briga no plenário
Grupos pró e contra o vereador Chiquinho Brazão brigam durante audiência.
Nas escadarias, confronto teve 10 detidos encaminhados à 5ª DP.

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A primeira audiência da CPI dos Ônibus, iniciada às 10h05 desta quinta-feira (22), foi encerrada às 12h50 e marcada por tumulto e confusão. Cerca de 20 minutos após o início, a sessão chegou a ser suspensa em virtude de uma briga entre grupos pró e contra o vereador Chiquinho Brazão (PMDB), presidente eleito da Comissão Parlamentar de Inquérito. Os dois grupos chegaram a se enfrentar fisicamente na galeria do plenário e um sapato foi jogado nos vereadores que compõem a mesa. Em uma confusão nas escadarias do local, dez pessoas foram detidas e encaminhadas à 5ª DP (Mem de Sá).
Nas galerias da Câmara, o lado direito era composto por manifestantes contrários a Brazão, que mostravam cartazes e baratas gigantes, incluindo alguns vestidos com fantasias de baratas. E, no lado esquerdo, estava um grupo favorável a Brazão. Eles trocavam ofensas verbais, até que chegaram a se enfrentar fisicamente.

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O vereador Eliomar Coelho (PSol), que propôs a criação da CPI do Ônibus, está na Câmara, mas não participa da sessão por não considerar legítima a formação da comissão, ao desrespeitar o princípio de proporcionalidade. (Veja abaixo a íntegra da nota). Na quarta-feira (21), vereadores de oposição chegaram a entrar com um mandado de segurança na Justiça para pedir a revisão da proporcionalidade da CPI dos Ônibus.
Por volta das 10h30, o secretário municipal de Transportes do Rio, Carlos Osório, admitiu que o sistema de transporte público da cidade precisa de melhorias. “A Prefeitura do Rio reconhece que o sistema de transporte está em evolução e não está na qualidade adequada. Ainda temos muito para avançar”, justificou.
Osório terminou seu depoimento na CPI por volta das 12h e afirmou que voltará sempre que for necessário. Em seguida, foi a vez do subsecretário executivo de Transportes, Alexandre Sansão, que saiu sem falar com a imprensa, por volta das 12h30.
Na saída de Sansão, uma nova confusão ocorreu nas galerias. O programador visual Guilherme Fernandes, de 36 anos, diz que foi agredido por uma das pessoas que apoiam a CPI. "Eu estou cobrindo a CPI desde cedo. Um cara que estava na galeria pediu para não ser identificado. Quando ele estava saindo, ele bateu na minha câmera e faziam sinais de que eu iria 'rodar'. Vocês tinham de verificar de onde eles vieram", contou.
E os ânimos exaltados levaram integrantes dos dois grupos que estavam no plenário a se enfrentar nas ruas. Manchas de sangue podiam ser vistas na altura da Rua Senador Dantas. O vereador Chiquinho Brazão marcou uma nova audiência para a próxima quinta-feira (29), às 10h.
Ato promove 'desbaratização' na Câmara
Antes da sessão, um grupo promoveu uma "desbataratização" em frente à Câmara Municipal do Rio, no Centro. O ato é em referência ao empresário, conhecido como 'Rei do Ônibus', Jacob Barata.

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A segurança nos arredores da Câmara foi reforçada para a audiência. Uma hora de seu início já havia fila do lado de fora da Palácio Pedro Ernesto, sede do legislativo municipal, para assistir à sessão no plenário. Por volta das 9h20, 120 senhas já tinham sido distribuídas.
Quatro carros da Polícia Militar estão estacionados em frente à Câmara, enquanto outros dois fecham o acesso à rua lateral da Casa. No local, os pedestres passam por revista policial. Um grupo de manifestantes com instrumentos – alguns deles mascarados – se reúne na Cinelândia.

Funcionários de um edifício na Rua Álvaro Alvim, nos arredores da Câmara, colocaram tapumes na fachada.
A convocação da primeira audiência da CPI dos Ônibus foi feita pelo presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, vereador Jorge Felippe (PMDB), e publicada no Diário Oficial de segunda-feira (19).
Além do secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório, serão ouvidos o subsecretário executivo de Transportes, Alexandre Sansão, e o gerente de planejamento da CET-Rio, Hélio Borges.
Na quarta-feira (21), vereadores de oposição chegaram a entrar com um mandado de segurança na Justiça para pedir a revisão da proporcionalidade da CPI dos Ônibus.