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Por que os filmes em 3D são uma perda de tempo?

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Quando chegaram ao mercado, os filmes em 3D prometiam ser um grande diferencial para o espectador, mas, passados mais de dois anos da estreia deles na tela grande, até o presente momento raríssimas produções agradaram por conta da nova tecnologia. Em termos técnicos, somente “Avatar” e “Resident Evil 4: Recomeço”, em live action, e algumas animações agradaram ao público.

Dois exemplos recentes de que os filmes em 3D ainda não empolgaram são “Prometheus” e “O Espetacular Homem-Aranha”. Eles utilizam uma nova tecnologia de câmera 3D chamada 3ality, que rapidamente está se tornando um padrão para os cineastas que desejam se aprofundar nas imagens tridimensionais.

O processador de imagens estéreo das câmeras com essa tecnologia permite que as produtoras e estúdios tenham mais facilidade para filmar em 3D, capturando ao mesmo tempo imagens em 2D. Essa característica pode ampliar as possibilidades de uso do 3D, mas ao menos até agora os estúdios têm se mostrado conservadores.

Falta ousadia?
Segundo Steve Schklair, CEO da 3ality, sua tecnologia é capaz de proporcionar até 4% da largura da tela para profundidade de campo, sendo que com 2% o espectador já é capaz de perceber um feito diferenciado. Preocupados em não provocar desconforto visual nos espectadores, os estúdios estão trabalhando com profundidades de campo de, no máximo, 0,5%.

“Mas o espectador quer uma experiência melhor, ele realmente quer um motivo para pagar um pouco mais por um ingresso de cinema, mas os estúdios não estão oferecendo isso”, explica Schklair. Quando utilizado corretamente, o recurso do 3D pode acrescentar importantes elementos para a narrativa, mas na maioria dos casos não é o que está acontecendo.

O CEO acrescenta que apenas dois filmes programados para os próximos meses podem, de fato, fazer um uso diferenciado da tecnologia tridimensional: “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, dirigido por Peter Jackson (com estreia prevista para o mês de dezembro) e “O Grande Gatsby”, dirigido por Baz Luhrmann (que deve estrear no Brasil somente em 2013).

Fonte: CNET



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