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Pesquisadores americanos apresentam tratamento menos agressivo contra a Hepatite C

Combinação de medicamentos antivirais apresentou resultados seguros e eficazes
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LONDRES (INGLATERRA) - Os esforços para curar a hepatite C, doença infecciosa que danifica o fígado e que durante anos matou mais americanos do que o AIDS, estão prestes a se tornarem mais simples e eficazes, de acordo com uma nova pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins, em Londres, na Inglaterra.
O trabalho, que foi publicado no “New England Journal of Medicine”, concluiu que um tratamento que combina os medicamentos antivirais usados por via oral daclatasvir e sofosbuvir apresentaram resultados seguros e altamente positivos. A terapia de combinação funcionou bem mesmo nos pacientes mais difíceis de tratar, nos quais a terapia tripla convencional com inibidores de protease (ativaçã de enzimas) da hepatite C, o telaprevir ou boceprevir - além do peginterferon e da ribavirina - não haviam conseguido curar a infecção.
- Esta pesquisa abre caminho para opções de tratamento seguras, toleráveis ​​e eficazes para a grande maioria das pessoas - disse ao jornal Science Daily o líder do estudo, Mark Sulkowski, diretor médico do Centro Johns Hopkins de Hepatites Virais.

A pesquisa foi realizada com 211 pessoas que tinham qualquer um dos três principais tipos da doença. Elas foram tratadas em 18 centros médicos nos Estados Unidos e em Porto Rico. Entre os pacientes com genótipo 1 - grupo comum de infecção nos Estados Unidos - 98% das 126 pessoas não tratadas previamente e 98% das 41 cujas infecções permaneceram mesmo após a terapia tripla foram considerados curadas, sem vírus no sangue três meses após o tratamento. Os resultados foram semelhantes nos participantes do estudo infectadas com genótipos 2 ou 3.
Os pacientes tomaram uma combinação diária de 60 miligramas de daclatasvir e 400 miligramas de sofosbuvir, com ou sem ribavirina . Agora, os cientistas aguardam a aprovação do uso das substâncias para o tratamento da doença por parte da “Food and Drug Administration” (FDA), órgão que regula o assunto no país.
A mudança pode representar ainda a substituição de cerca de 18 comprimidos por dia - além dos medicamentos injetáveis - por um tratamento que exige a ingestão de apenas um ou dois comprimidos diários. Os efeitos colaterais da nova combinação foram considerados amenos. Entre eles estão fadiga, dor de cabeça e náuseas. A segurança é maior que o tratamento à base de peginterferon, que está ligado a fadiga e depressão, ou da ribavirina , que pode causar anemia.

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