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Perueiros interditam Viaduto do Chá, no Centro de SP

Perueiros interditam Viaduto do Chá, no Centro de SP
Categoria reivindica correção de tarifa paga pelo transporte escolar.
Às 14h, motoristas interditavam o viaduto na altura da Praça Ramos.

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Os perueiros do Transporte Escolar Gratuito (TEG) de São Paulo, que fazem o deslocamento dos alunos da rede municipal, bloqueiam desde as 10h30 desta quinta-feira (22) o Viaduto do Chá, no Centro. A manifestação começou por volta das 6h30, com a concentração da categoria em quatro pontos da cidade. Às 14h, os manifestantes bloqueavam a circulação no viaduto na altura da Praça Ramos de Azevedo. Eles reivindicam melhorias salariais para a categoria.

Ao todo, são 76 mil crianças atendidas pelo serviço gratuito de transporte escolar na capital. Os perueiros iniciaram as carreatas em quatros pontos da capital, por volta das 6h30. Os grupos se reuniram na Avenida Interlagos, na Zona Sul; no Campo de Marte, na Zona Norte; no Parque do Carmo, na Zona Leste; e no Terminal Pirituba. Os comboios seguiram em direção a um ponto de encontro, em frente ao prédio da Prefeitura.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) recomendava aos motoristas que evitassem circular pela região central, por conta dos protestos. Durante o trajeto, a carreata passou por importantes vias da cidade, como o Corredor Norte-Sul e a Avenida Paulista, e complicou o trânsito na capital.
Às 11h45, a CET registrava 76 km de vias congestionadas em São Paulo. O índice é considerado acima da média para o horário. No Corredor Norte-Sul, sentido Santana, os motoristas reduziam a velocidade por pouco mais de 5 km entre o Viaduto João Julião da Costa Aguiar e a Rua Estela.

Remuneração
O protesto é promovido pela Associação Regional de Transporte Escolar do Estado de São Paulo (Artesul) e pelo Sindicato dos Transportadores Escolares de São Paulo (Sinetes). Eles reivindicam um aumento na remuneração pelo transporte de cada criança transportada e o reequilíbrio dos contratos. A categoria afirma estar sem aumento há oito anos. Segundo eles, o serviço está sendo acordado através de contratos emergenciais e querem uma solução definitiva.

O que os perueieros querem
O que diz a Prefeitura de SP
- Novo reajuste do valor pago por criança transportada
- Reequilíbrio dos contratos

- Fim dos contratos emergenciais
- Foi concedido um reajuste de 15% em maio

- Secretarias da Educação e Transportes trabalham numa nova proposta de reorganização do serviço para 2014
Segundo Carlos Eduardo Monezi, da Artesul, as margens de lucro da categoria estão cada vez menores e cobra um novo reajuste, além do fim dos contratos emergenciais. Segundo Monezi, o protesto desta quinta-feira é um alerta.
De acordo com Lurdinha Rodrigues, presidente da Federação Nacional dos Transportadores Escolares, a categoria que um aumento de R$ 3 mil no valor fixo repassado a cada perueiro - atualmente este valor varia de R$ 1,7 mil a R$ 2,5 mil. Além deste valor fixo, os motoristas recebem R$ 0,25 por quilômetro rodado e R$ 36 por criança transportada. A presidente quer que nos novos contratos não haja mais ganhos variávies. Desta forma, cada transportador receberia R$ 16,2 mil.
“Não temos mais uma receita compatível com as nossas despesas. Não temos como arcar com os nossos gastos, como fazer manutenção. Não podemos colocaar nossas crianças em risco. Nós ficamos oito anos sem aumento durante o antigo governo. Entendemos que este [governo] está pagando o pato, mas a verba vai ter que aparecer.”, afirmou a presidente.
Em maio, após o primeiro protesto da categoria, a Prefeitura de São Paulo concedeu um reajuste médio de 15% aos perueiros. A categoria obteve um aumento de cerca de R$ 700, adicionado ao valor fixo do ordenado. Os transportadores, porém, consideram a quantia insuficiente. Em nota, a administração municipal informou nesta manhã que trabalha numa nova proposta de reorganização do serviço a ser implantada a partir do inicio do próximo ano.
"Desde o início deste ano uma comissão formada por representantes do setor e por técnicos das secretarias de Transporte e Educação vem trabalhando para aperfeiçoar a prestação desse importante serviço e garantir a necessária qualidade e segurança das 71 mil crianças que dependem desse tipo de transporte para frequentar as escolas", diz a nota.
Uma comissão foi formada para ser recebida pelo secretário de Governo Municipal, Antônio Donato. Até o meio-dia, os perueiros ainda não haviam se reunido com o secretário.