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EUA confirmam morte de número dois da al-Qaeda

PESHAWAR, Paquistão — A Casa Branca confirmou nesta terça-feira a morte de Abu Yahla al-Libbi, número dois da rede terrorista al-Qaeda, em um ataque com um avião não tripulado, no Paquistão. A morte é “um golpe importante” ao grupo terrorista. “Nós temos a confirmação da sua morte. Não há um sucessor claro para assumir as responsabilidades dele”, disse Jay Carney, porta-voz da Casa Branca.
O ataque foi realizado ao amanhecer de anteontem, visando a atingir Libbi em Hesokhel, vila da região paquistanesa do Waziristão do Norte. Ao todo 16 pessoas foram mortas, mas só ontem à tarde houve a certeza de que o terrorista estava entre elas.
É a segunda vez que os EUA anunciam tê-lo abatido — a primeira foi em 2009. Ontem, além da confirmação americana, uma fonte da inteligência paquistanesa disse que, numa comunicação interceptada logo após o ataque, militantes conversavam sobre a morte de um xeque (líder religioso) — embora não mencionassem diretamente o nome de Libbi, considerado um dos principais teólogos da al-Qaeda. Outro indício foi a afluência de militantes à vila e o recolhimento dos corpos encontrados, e não o enterro deles como é o comum.
Mais cedo, uma autoridade americana confirmou a morte do número dois da rede terrorista al-Qaeda. O governo paquistanês condenou a ação em seu território, chamando-a de ilegal. A morte de Libbi é considerada o maior golpe na organização desde a morte de Osama bin Laden, em maio do ano passado e sua confirmação só veio à tarde, após muita especulação.
O ataque foi o mais sangrento na região tribal desde novembro do ano passado.
Estratégia de comunicação de sucesso entre jovens
Libbi é o codinome de Mohamed Hasan Qaid, um líbio formado em química de 49 anos que conseguiu escapar da prisão de segurança máxima americana de Bagram, no Afeganistão, em 2005. Depois disso, entrou para o círculo de confiança de Osama bin Laden. Após a morte do líder em maio de 2011, foi alçado ao posto de vice da organização, abaixo apenas de Ayman al-Zawahiri.
Especialista em novas mídias, tornou-se peça-chave da propaganda da al-Qaeda. Libbi divulgou 68 mensagens do grupo e protagonizou vídeos em que pedia ataques aos EUA e a outros países — como Noruega, Dinamarca e França. Suas imagens treinando, dividindo o pão com recrutas e fazendo discursos frequentam os sites que buscam atrair novos militantes para o grupo.
A estratégia de comunicação de Libbi é apontada como responsável por tornar a al-Qaeda mais atraente, sobretudo para a juventude, num momento em que o perfil do “lobo solitário” — o terrorista que age sozinho — é cada vez mais valorizado no grupo. Encaixa-se nesse modelo o franco-argelino Mohamed Merah, que matou três crianças e quatro adultos na França em março, e supostamente treinou na região onde Libbi foi morto.
— Ele também estava no centro dos planos da al-Qaeda de se reconstituir e tentar voltar como um movimento terrorista transnacional. Por isso era um alvo valioso — diz Sajjan Gohel, da consultoria de segurança Asia-Pacific Foundation.
Para Jarret Brachman, analista americano que se especializou na trajetória de Libbi, sua morte é um “cataclisma” do qual a al-Qaeda “não vai conseguir se recuperar”. A rede já tinha sido enfraquecida após a morte de Bin Laden, que fez secar as doações de dinheiro de simpatizantes.


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Fonte: Globo.com
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ae sim EUA acaba com isso
 
Morreu?...Nem sei quem e esse cara ^^
 
kkkkk so matando os terro
 
Black_San Escreveu:Morreu?...Nem sei quem e esse cara ^^

nem eu, kkk