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Em reunião na madrugada, Marina discutiu futuro político, diz deputado

Em reunião na madrugada, Marina discutiu futuro político, diz deputado
Ex-senadora terá que se filiar a partido até sábado se quiser disputar 2014.
Alfredo Sirkis afirmou que reunião foi 'emocional', mas não houve decisão.
Do G1, em Brasília


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Marina Silva acompanha sessão do TSE sobre registro da Rede (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Marina Silva durante sessão do TSE que rejeitou
registro da Rede para 2014 (Foto: Ueslei Marcelino
/Reuters)
A ex-senadora Marina Silva se reuniu na madrugada desta sexta-feira (4) com apoiadores políticos para discutir que decisão vai tomar com relação à disputa das eleições de 2014. O encontro, em um apartamento em Brasília, ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter rejeitado o pedido de criação do partido de Marina, o Rede Sustentabilidade, por falta do número mínimo de assinaturas de apoio.
Com a rejeição do TSE, Marina, que aparece nas pesquisas eleitorais como a segunda colocada na disputa para presidente da República, terá que se filiar a um partido até este sábado (5) se quiser disputar o pleito de 2014. A lei determina que um candidato esteja filiado a partido no prazo de um ano antes das eleições.
Segundo o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos mais próximos aliados de Marina, a reunião contou com cerca de 50 pessoas, com "graus de envolvimento diversos", como os deputados do PDT Reguffe (DF) e Miro Teixeira (RJ) e o deputado Walter Feldman (sem partido-SP).

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Sirkis afirmou que muitos dos presentes pediam que Marina se filiasse a um novo partido para poder disputar as eleições, mas que nenhuma decisão foi tomada ainda.
"Todos querem que ela seja candidata. Mas a decisão é de foro íntimio da própria Marina. Ela tem que decidir se quer se filiar ou não", disse o deputado.
Sirkis afirmou também que a reunião foi "muito emocional", porque ocorreu logo após a decisão do TSE de rejeitar a criação da Rede. Ele disse que, por conta das discussões, acabou se "aborrecendo" e deixou o apartamento antes de o encontro terminar.
Antes de o pedido da Rede ser julgado pelo TSE, Marina já havia sido sondada por outros partidos, como o PPS e o PEN. Ela, no entanto, dizia que não trabalhava com "plano B".
A assessoria da ex-senadora informou que no início da tarde desta sexta ela vai dar entrevista coletiva para anunciar sua decisão sobre a filiação ou não a um novo partido. Antes, o grupo deve ter ainda uma nova reunião.
Segundo reportagem do jornal "O Globo" desta sexta, pessoas presentes à reunião disseram que Marina ouviu muito mais do que falou. Ainda de acordo com o jornal, a ex-senadora abriu o encontro agradecendo o apoio dos aliados e destacando o fato de todos os ministros do TSE terem elogiado a lisura do pedido da Rede. Diante das falas longas dos aliados durante a reunião, Marina chegou a pedir "poder de síntese" em alguns momentos.

Decisão do TSE
Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu nesta quinta-feira (3) não conceder registro à Rede Sustentabilidade.
O único ministro a votar a favor da criação do partido foi Gilmar Mendes. Os outros seis votaram contra (Laurita Vaz, João Otávio de Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio e Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia).
Segundo o TSE, Marina comprovou apoio de 442 mil eleitores em assinaturas validadas pelos cartórios eleitorais, mas a lei exige 492 mil, o equivalente a 0,5% dos votos dados para os deputados federais nas últimas eleições.
O tribunal converteu o pedido de criação da legenda em "diligência", o que permite que Marina apresente mais assinaturas. No entanto, como o prazo para concessão de registro termina no sábado (5) e até lá não haverá nova sessão da Corte eleitoral, o partido não poderá participar da disputa de 2014.
Após o julgamento, ainda no plenário do TSE, Marina Silva se dirigiu aos apoiadores da Rede: "Ainda somos um partido. Não temos registro, mas temos o mais importante: temos ética. Vamos ficar mais fortes."

g1.globo