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Em jogo nervoso, Brasil dá o troco na Argentina e é campeão do Super Four

Partida esquenta com briga entre Marcelinho e Léo Gutiérrez, mas seleção de Rubén Magnano consegue controlar os nervos para vencer em Foz do Iguaçu

Foi um jogo nervoso, como sempre. Os ânimos, porém, estavam ainda mais exaltados do que o esperado. Na noite desta quinta-feira, Brasil e Argentina por pouco não transformaram o ginásio de Foz do Iguaçu em uma arena de lutas. Mas, na marra, a seleção brasileira conseguiu devolver a polêmica derrota em Buenos Aires na semana passada e conquistou o título do Super Four ao vencer os hermanos por 91 a 75 (47 a 37).
Uma troca de empurrões entre Marcelinho e Leo Gutierrez no segundo quarto por pouco não resultou em uma briga generalizada entre os jogadores das equipes. Os dois foram expulsos do jogo, mas, ainda assim, o clima seguiu quente até o fim. Desfalcado de Leandrinho e Marquinhos, o Brasil conseguiu ter a calma necessária para vencer a Argentina, que jogou sem Manu Ginóbili.
Mesmo em uma partida nervosa, a seleção brasileira mostrou ainda mais consistência em quadra na preparação para os Jogos de Londres. Tiago Splitter, com 19 pontos e oito rebotes, foi o grande nome da partida. Anderson Varejão, com 17 pontos, Larry Taylor, com 16, e Marcelinho Huertas, eleito MVP do torneio, com 14, também se destacaram na vitória. Pela Argentina, Luis Scola, com 19 pontos, foi o principal destaque.

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- Foi um bom jogo, parte da preparação. Mas é sempre bom ganhar da Argentina. É sempre assim. Lá foi assim, aqui começou assim. Esse nervosismo faz parte do jogo – disse Tiago Splitter, em entrevista ao SporTV.
Foi a última competição da equipe de Rubén Magnano no Brasil. A seleção embarca nesta sexta-feira para Washington, onde fará um amistoso contra os Estados Unidos na próxima segunda-feira. A equipe ainda participa de um torneio amistoso em Estrasburgo contra França e Austrália, nos dias 21 e 22 de julho. Será o último compromisso do Brasil antes dos Jogos Olímpicos de Londres.

O Jogo

As duas equipes entraram em quadra com desfalques. O Brasil, sem Leandrinho (entorse no joelho esquerdo) e Marquinhos (dores no abdômen), poupados. A Argentina, sem uma de suas principais estrelas, Manu Ginóbili, também poupado por conta de uma gastroenterite. Mas os hermanos tinham Luis Scola, que, em seu primeiro lance, mandou uma cesta de três, abrindo o placar. A resposta veio na jogada seguinte, com Marcelinho Huertas, deixando tudo igual. A partida começou quente. O árbitro marcou falta técnica dos visitantes, irritando o treinador Júlio Lamas, que, sob vaias, passou a discutir com o juiz.
O Brasil assumiu a liderança no placar depois de bela infiltração de Tiago Splitter, seguida de falta e um lance livre certeiro: 7 a 5. O pivô, que começou como titular, fez o Brasil ampliar a diferença com um belo gancho (14/7). Os donos da casa continuaram melhores. Varejão e Huertas fizeram o placar disparar, com 18 a 7, para desespero de Júlio Lamas, que pediu tempo.

Nervosos em quadra, os argentinos estouraram o limite de faltas com menos de cinco minutos de jogo. Ainda assim, os visitantes diminuíram a diferença com cronômetro zerado, com dois lances livres de Scola: 28 a 21.
Os argentinos, puxados por Scola, voltaram mais atentos para o segundo quarto. Com pouco mais de três minutos de jogo, o Brasil havia marcado apenas três pontos, em cesta de Guilherme Giovannoni. Foi quando o clima esquentou. Em lance no garrafão argentino, Marcelinho se desentendeu com Gutierrrez, que empurrou e apertou o pescoço do brasileiro. Nenê se meteu na briga e jogou o ala Hernán Jasen para longe. A confusão em quadra aumentou, e as comissões técnicas precisaram intervir para apartar os jogadores.

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O árbitro, então, expulsou Marcelinho e Gutierrez, além de marcar falta anti-desportiva de Nenê. Os argentinos aproveitaram o nervosismo do jogo para diminuir a diferença no placar. Mas os brasileiros retomaram a calma e conseguiram ir para o intervalo em vantagem: 47 a 37.

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A Argentina voltou melhor para a quadra. Com uma cesta de três de Campazzo e uma bandeja de Nocioni, os hermanos fizeram a diferença cair para cinco pontos. E, na guerra física em que se tornou a partida, o Brasil começou a levar a pior. Depois de mais uma bola de Scola, a diferença caiu para dois pontos (53 a 51). Em duas jogadas seguidas, Larry Taylor e Raulzinho fizeram a seleção respirar, mas Quinteros, de três, manteve os argentinos colados no placar: 57 a 54.
Scola diminuiu a diferença para apenas um ponto, mas perdeu a chance de empatar ao desperdiçar o lance de bonificação. Na sequência, Huertas, de três, voltou a abrir vantagem para os brasileiros. A seleção de Rubén Magnano manteve a calma e conseguiu segurar o placar para o fim (66 a 61).

No último quarto, liderado por Marcelinho Huertas, Larry Taylor e Tiago Splitter, o Brasil encaminhou a vitória com personalidade. Em uma cesta de três do americano naturalizado brasileiro, a seleção abriu 15 pontos de vantagem: 80 a 65. Ficou ainda mais fácil quando Scola sentiu uma lesão e não voltou mais para a quadra. Uma enterrada de Raulzinho deu números finais ao jogo: 91 a 75, para a festa dos brasileiros.

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Fonte: GLOBOESPORTE.COM