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De Nova Iguaçu para o mundo: Sheik revela miséria vivida na infância

Autor dos gols na segunda partida da final da Libertadores, o ídolo do Corinthians começou no futebol apenas para ter onde comer e onde dormir
De Nova Iguaçu, município do Estado do Rio de Janeiro, para o mundo. Com uma importante passagem pelo Oriente Médio. Essa é a trajetória do menino pobre que hoje é chamado de ‘Sheik’. O atacante Emerson se transformou em ídolo de um dos times mais populares do Brasil. Sua idolatria também alcança outros cantos do mundo, como Japão, Qatar e Emirados Árabes. Com a bola, ganhou respeito, status e muito dinheiro. Decretou o fim da miséria em sua família. Na entrevista ao Esporte Espetacular, ele revela os momentos de dificuldades da sua infância.
- Era escola e rua! Ficar em casa pra que? Não tinha nada dentro de casa. Era um barraquinho com sofá e almofadas, colchão ralinho que enrolava para todos dormirem juntos. Não tinha chão, era barro. Não tinha nem banheiro! – contou Emerson Sheik.
Hoje Emerson possui três títulos brasileiros em clubes diferentes, além da Libertadores conquistada pelo Corinthians com dois gols no Pacaembu. Porém ele conta que seu início, no São Paulo, aconteceu apenas porque ele queria um lugar para comer e dormir.
- A oportunidade veio quando eu tinha 14 anos. Fui no intuito de ter um lugar pra morar e pra comer. Eu não queria o futebol assim, pra ser jogador. Eu fui porque sabia que lá tinha cozinha e que eu ia dormir numa caminha. Esse era o meu sonho – falou.

A casa onde viveu durante a infância, na Baixada Fluminense, já tem tijolo, piso e banheiro. Antes, não tinha nada. E foi numa humilde residência que o herói do primeiro título da Libertadores do Corinthians foi criado.
- A minha mãe que fez o lugar em que eu morava, num terreno invadido. Ela pegou madeira de um lado, do outro e fez a casinha, um barraquinho pra gente. E trabalhava para sustentar três filhos. Lá foi sinistro, doído. Muito ruim mesmo – lembrou.
As dificuldades foram muitas. Até fome a família de Emerson passou. Muitas vezes, as refeições eram apenas uma panela de arroz para dividir entre todos. Fora o perigo eminente de ameaças de tiroteio na comunidade em que viviam. Para ele, essa foi a maior pressão que viveu durante toda a sua vida.
- Me perguntaram se era pressão na Bombonera. Pressão é você estar num lugar desses, com medo de deitar e uma bala atravessar o tijolo ou a madeira. Ou então medo de entrar um rato, um bicho. Isso sim é pressão – relatou.

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Que dificuldade esse cara passo
 
ele mereçe o que teim hj ! jooga muito