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Clubes do Rio sugerem liberação parcial de bebida e limite para facções

A Federação de Futebol do Rio (Ferj) divulgou nesta quinta-feira o documento acordado na última semana entre os presidentes dos quatro grandes clubes cariocas para ser entregue ao presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos. O texto traz propostas para solucionar a violência relacionada aos eventos esportivos, em especial as torcidas organizadas dos clubes de futebol, conforme foi solicitado em encontro realizado no TJ no dia 4 de setembro. Os principais pontos são o cadastramento dos membros das facções, instalação de equipamentos de segurança e identificação e a liberação de venda bebida alcoólica dentro dos estádios, acompanhada de proibição desse comércio no entorno das arenas.
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A primeira "sugestão" é de que o Jecrim (Juizado Especial Criminal) comece a funcionar nos estádios três horas antes dos eventos e só encerre suas atividades três horas após o apito final. A ideia é que o Jecrim esteja presente em todos os jogos com a participação de pelo menos um clube grande. Os clubes sugerem que o juizado passe a ter competência para julgar crimes de maior gravidade - atualmente o Jecrim só recebe ocorrências cuja pena não seja superior a dois anos, outros casos são encaminhados para as autoridades competentes. Também é sugerida uma participação mais efetiva da Polícia Civil, com a criação de uma "unidade centralizadora dos flagrantes para eventos especiais".
Entrando no tema torcidas organizadas, o documento discorre sobre a regulamentação do acesso e da permanência dessas facções nos estádios. É ressaltada a importância do cadastramento dos torcedores membros, área específica nos estádios para acolher as organizadas e entrada por portões diferenciados com sistema biométrico de identificação. O documento pede também a instalação de sistemas de segurança semelhantes aos "existentes nos aeroportos e no próprio edifício do Egrégio Tribunal de Justiça" nas estações de trem e metrô.

O texto enviado pela Ferj cita o impasse com relação ao cadastramento dos torcedores, mencionando que "não se sabe os motivos que levaram o Ministério dos Esportes a suspender o projeto" de cadastramento, ressaltando que, no entendimento dos clubes e da Ferj, tal procedimento deve ser conduzido por órgão de segurança pública.
Entre as sugestões está também o monitoramento dos "meios de comunicação (telefone e redes sociais)" de forma a serem detectados planos delituosos, além da divulgação da foto e identificação dos torcedores impedidos de comparecer aos estádios em locais de visibilidade pública (entradas dos estádios e telões).
Por fim, o texto pede mudanças na legislação relativa à venda de bebidas alcoólicas nos estádios. A sugestão é de que seja liberada a venda no interior dos estádios, mas mantida a proibição de venda "durante o espetáculo e nos lugares de assento dos torcedores, a exemplo do que ocorre na Inglaterra". Os clubes pedem ainda a proibição da venda de bebidas alcóolicas nos arredores das arenas esportivas a partir de três horas antes dos eventos até uma hora após o encerramento. O objetivo é fazer com que os torcedores entrem mais cedo no estádio, evitando tumulto nos minutos que antecedem os jogos.

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