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Brasil pediu dados pessoais de mais de 2 mil usuários da Microsoft

Brasil pediu dados pessoais de mais de 2 mil usuários da Microsoft
Via ação judicial, governo solicitou dados de 2.019 contas no 1º semestre.
Órgãos pediram acesso a 857 no Facebook e 385, do Yahoo, no período.


Os órgãos de governo brasileiros requisitaram os dados de mais de 2 mil usuários dos serviços da Microsoft no primeiro semestre de 2013, segundo dados do relatório de transparência que a empresa divulgou neste sábado (28).
Entre janeiro e junho, foram feitos 1.098 pedidos por meio de ações judiciais, que cobriam as informações de 2.019 usuários de serviços como o chat on-line Skype e o correio eletrônico Outlook.com. Os números incluem todas as instâncias de governo (municipal, estadual e federal).
Os dados não incluem os pedidos feitos via ordens judiciais feitas por instrumentos para garantir a segurança nacional de um país, como, por exemplo, ocorre com os dados captados pela Agência Segurança Nacional (NSA , na sigla em inglês).
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O volume é bem maior do que o feito a outras empresas de internet que mantém serviços populares na web. Ao Facebook, foram pedidos informações sobre 857 usuários e ao Yahoo, de 385 contas.
Em todo o ano de 2012, o Brasil foi o terceiro país que mais havia feito pedidos ao Google. Foram 1.566 pedidos de informações sobre 2.640 –ainda assim, menor que a quantidade de pedidos feitos à Microsoft apenas em um semestre.
No período, governos de todo o mundo requisitaram dados de 66.539 usuários, espalhados em 37.196 pedidos. Responsáveis por 73% do total, cinco países concentram os esforços (Estados Unidos, Turquia, Alemanha, Reino Unido e França).
Para se ter ideia, os EUA fizeram 7 mil pedidos para ter acesso às informações de 18,8 mil usuários.
Nos primeiros seis meses de 2013, os pedidos de abertura de dados de usuários brasileiros tratavam de informações do usuário ou de dados transacionais em 71% dos casos.
Segundo a Microsoft, 77% de todas as requisições feitas no mundo eram sobre informações que não possuíam conteúdo, mas sobre o nome utilizado pelo usuário em dado serviço e histórico de ações do IP (espécie de identidade virtual de acesso à web) daquele usuário.
Em todo o ano de 2012, as informações de 137 mil usuários dos serviços da Microsoft foram alvo de pedidos judiciais de governos, que fizeram 75,3 mil requisições.