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Após retirada à força, professores se revezam fora da Câmara do Rio

Após retirada à força, professores se revezam fora da Câmara do Rio
Representantes dos grevistas reclamam de truculência da PM.
Três detidos durante confronto foram liberados; muitos ficaram feridos.
Lívia Torres
Do G1 Rio


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Cerca de 20 ativistas foram atentidos com ferimentos (Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia / Estadão Conteúdo)
Cerca de 20 ativistas foram atentidos com ferimentos (Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia / Estadão Conteúdo)


Cerca de 20 professores estavam do lado de fora da Câmara Municipal na manhã deste domingo (29). Com cadeiras de praia, eles pretendem permanecer no local em esquema de revezamento até terça-feira (1), quando está marcada uma nova sessão para discutir o plano de cargos e salários, contestado pela categoria. Eles reclamam de truculência por parte da Polícia Militar na ação de reintegração de posse na noite deste sábado (28), que retirou à força os manifestantes que ocupavam a casa.
Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), informou que representantes da categoria registraram queixas contra o comando da PM "por retirar à força" os ativistas, "sem uma ordem específica da Justiça".
O deputado federal Chico Alencar (PSOL) publicou no Facebook que vai apresentar relatório sobre a "ação violenta da PM" à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e à OAB Nacional, em Brasília. "Também apresentarei projeto de lei, que estava em consulta pública até semana passada, com restrições ao uso de determinadas armas com potencial letal em manifestações como a que foi covardemente reprimida", acrescentou.
A Câmara Municipal alega que os ofícios de reintegração de posse expedidos anteriormente, para a desocupação de ativistas contrários à CPI dos Ônibus, também são válidos para impedir a permanência dos professores.
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"O que aconteceu foi uma arbitrariedade absurda porque não havia decisão judicial para retirar as pessoas. Não houve sensibilidade na negociação. Em nenhum momento foi mostrado uma decisão judicial. Não houve nenhum tipo de vandalismo da nossa parte. E ainda mandaram a guarda depois para retirar as barracas que os professores estavam acampados", disse o professor de História Tarcisio Carvalho, que estava à frente da Câmara neste domingo.
Detidos são liberados
A PM arrombou uma porta lateral da Câmara para retirar os ativistas que ocupavam o local desde quinta-feira (26). De acordo com o sindicato da categoria, cerca de 20 pessoas teriam ficado feridas. A 5ª DP (Mem de Sá) confirmou a detenção de três manifestantes, que foram liberados ainda na madrugada.
Professores contaram à GloboNews que os policiais agiram com violência e que muitos foram empurrados, o que resultou em ferimentos nas pernas e braços. Desta vez, os policiais não usaram balas de borracha no confonto, mas levaram um galão que expelia uma grande quantidade de gás de pimenta.
Cerca de 20 professores foram ao Hospital Municipal Souza Aguiar para registrarem atendimento. Segundo Rosilene Almeida da Silva, do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), houve excesso de truculência. Por volta das 2h, a Guarda Municipal tentou retirar as barracas de manifestantes que estavam acampados próximo à Câmara, mas recuaram, disse Rosilene.
O G1 tentou falar com a Polícia Militar para confirmar as informações, mas não conseguiu contato. Em nota, a assessoria de imprensa da PM disse que cumpriu o mandato de reintegração de posse. "O comando da PM tentou durante todo o período de ocupação uma forma de entendimento, mas não houve acordo, a PM cumpriu a determinação da Justiça."