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Afinal, por que é que o bocejo é contagioso?

Você já percebeu que, basta com que alguém comece a bocejar perto de nós para que sejamos invadidos por uma vontade irresistível de fazer o mesmo? Aliás, é muito provável que só o fato de estar lendo sobre bocejos já deixe você com vontade de soltar um! Mas, afinal, como é que uma ação tão simples e corriqueira como essa pode ser tão incrivelmente contagiosa? Existem várias teorias...

De acordo com o Discovery News, quando somos contagiados pelo bocejo de outra pessoa — e refletimos esse comportamento —, estamos demonstrando, de maneira inconsciente, a nossa empatia e o desejo de estabelecer laços sociais. É como se estivéssemos nos comunicando através de uma forma não-verbal com as pessoas que estão ao nosso redor.

Traço evolutivo

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Outra hipótese, de acordo com a BBC, sugere que o bocejo, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não é um sinal de sono. Segundo a publicação, o bocejo seria uma ação involuntária para “refrescar” as ideias, permitindo que o cérebro opere de maneira mais eficiente e nos mantenha mais acordados. E o fato de que ele seja contagioso pode estar relacionado com um mecanismo ancestral que garantia que os grupos se mantivessem alertas.

Existe também a teoria de que o bocejo contagioso pode ter ajudado os nossos ancestrais a coordenar os períodos de sono, além de transmitir o seu estado de alerta aos demais integrantes do grupo. Assim, cada vez que alguém decidisse que era hora de dormir, esse indivíduo comunicaria essa ordem aos outros através de um bocejo que, por sua vez, devolveriam o bocejo como sinal de resposta positiva.

Contudo, apesar de tantas teorias sobre o motivo de o bocejo ser contagioso, ninguém sabe dizer ao certo por que é que não conseguimos resistir a ele. De qualquer maneira, todas as hipóteses parecem apontar em uma mesma direção, sugerindo que esse fenômeno surgiu há muito, muito tempo, como forma de estabelecer conexões sociais e sincronizar o comportamento de um grupo.