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18 anos sem Ayrton Senna

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E no especial de hoje, você confere uma justa homenagem para Ayrton Senna. Relembra também, os seus principais momentos e títulos. Uma boa leitura!

Senna – Uma maioridade sem um ídolo

Senna – o mito

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Nos anos 80 e 90, o Brasil sofreu inúmeras mudanças político-sociais, artísticas e viu muita coisa acontecer no mundo dos esportes: fim da ditadura, impeachment de Collor, a derrota das seleções de 82 e 86 (consideradas umas das melhores que já tivemos), a primeira medalha de ouro no Judô de Aurélio Miguel em 1992, etc. E entre tantos altos e baixos, a crise que se agravava em nosso país fazia com que todos tivessem vergonha de serem brasileiros.

Ayrton tinha orgulho de ser brasileiro. Aonde quer que fosse, levava discos de cantores nacionais e sempre erguia a bandeira nacional com orgulho. Diferente de Nelson Piquet, ele foi mais cordial com a mídia e assim a Globo pôde vender a sua imagem. Mas enganam-se aqueles que acham que a rede de televisão carioca criou um herói: a mídia cria astros assim como os destrói. E quando viram que nas rixas entre Senna VS. Piquet/ Prost/ Mansell/ Balestre/ Schumacher o brasileiro não entregava os pontos (afinal, renderia muitos pontos de audiência uma mancada em rede nacional), não tiveram escolha senão falar dele como um verdadeiro herói.

Também se enganam aqueles que acham que Senna corria única e exclusivamente por amor as corridas. Sim. Senna teve uma paixão incontestável por corridas. Mas sabia se valorizar. “No money, no race” era uma de suas frases que obrigavam o chefe de sua equipe a pagar o seu salário sem nenhum atraso, mesmo que os sistemas bancários não operassem em um final de semana. Uma atitude que para muitos hoje em dia poderia ser taxada de mercenária, mas ele tinha em mente duas coisas quando pedia isto: ele sabia que era bom. E que merecia o pagamento.

Instituto Ayrton Senna – o legado

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Até hoje, o IAS ajuda mais de 2 milhões de crianças por ano desde 1994, ano de sua fundação. O piloto também foi personagem de uma revista em quadrinhos – Senninha – que foi criada no mesmo ano do instituto, cujas publicações foram até 1999 e depois foram retomadas pela Ed. Panini alguns anos depois. Infelizmente, a falta de popularidade do piloto com o público jovem repercutiu no cancelamento da revista.

Mas o seu maior legado é a sua influência, tanto no mundo brasileiro como no automobilístico. Em 2003, a revista inglesa F1 racing fez uma pesquisa com 32 pilotos, ex-pilotos, chefes de equipe, engenheiros e jornalistas para escolherem quem “no esporte automobilístico, fez a diferença”, como diz a revista. A classificação final foi:

1º Bernie Ecclestone

2º Enzo Ferrari

3º Ayrton Senna

5º Jackie Stewart

6º Juan Manuel Fangio

7º Michael Schumacher

9º Jim Clark

E abaixo, o depoimento sobre Senna na revista:

“Nenhum de seus antecessores conquistou sua excelência. Somente Michael Schumacher rivaliza sua fama. Onde Senna permanece único é na reverência quase religiosa sempre associada ao seu nome, que cresceu a partir de sua morte. Seu funeral no Brasil teve a escala de grandes estadistas. Outro James Dean do automobilismo, Senna permanecerá sempre jovem para os milhões que choraram por ele, garantindo sua condição de ícone para gerações futuras. Detestado por alguns, rejeitado equivocadamente por outros invejosos de seu talento, raramente, senão nunca, compreendido, Senna permanece para os que o viram com uma síntese – ou mesmo o apogeu – do significado da expressão “piloto de competição”. Sua influência se estendeu além de sua própria geração e é incontestável que ele entendeu o que significava para os que o adoravam. Mas esqueça o mito: lembre-se da realidade. Senna podia manter o público num estado de encantamento com suas hipnotizantes jornadas além do limite. Ele nos levou a lugares que não sabíamos que existiam.”


A batida
Um braço da suspensão atingiu a junção do capacete com a viseira em cheio. O choque foi tão grande que o cérebro dele chacoalhou dentro do crânio. Era um golpe devastador no piloto que foi sentido por muitos brasileiros. Segundo o médico da Fórmula 1 e amigo de Senna, Sid Watkins:

“Ele suspirou por um instante e seu corpo relaxou. E foi naquele momento… eu não sou religioso… mas eu pensei que o seu espírito tinha partido.”


OBS : Não coloquei tudo, por causa que não coube, mais coloquei os principais.
Fonte
 
uP